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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: C. cochlearius

Nome Científico

Cochlearius cochlearius
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Boat-billed Heron


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Arapapá

A arapapá é uma ave Pelecaniforme da família Ardeidae. Também conhecido como savacu, colhereiro, arataiá, arataiaçu, socó-de-bico-largo (Piauí), tamatiá e tamatião (Pará).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) cochlearius, cochearium = colher. ⇒ Ave colher.

Características

O arapapá é uma ave singular não sendo possível confundi-la com qualquer outra ave devido ao seu característico bico largo e poderoso que lembra um baarco virado de cabeça para baixo. É uma ave atarracada e de porte médio que mede entre 45 e 53,5 centímetros de comprimento e pesa entre 503 e 770 gramas de peso (Martínez-Vilalta, 1999). Apresenta uma coroa preta com a testa e a face brancas. As asas são cinzentas. As longas penas lanceoladas da região occipital formam uma conspícua crista preta. A parte superior das costas apresenta uma coloração escura que contrasta com a cor cinzenta das demais partes superiores. O peito é claro apresentando uma tonalidade ligeiramente acastanhada, já o ventre e o crisso são de coloração camurça. Os flancos do ventre apresentam penas pretas. O bico é preto com uma leve tonalidade amarelada na base da mandíbula inferior. Os olhos grandes abrigam íris de cor marrom escuro, contrastando com as lores e pele orbital de coloração cinza. Apresenta um pequena mancha amarelo esverdeada na parte superior da maxila que chega até a testa branca. As pernas são esverdeadas. A bolsa gular, visível apenas quando expandida, apresenta variação na coloração de acordo com a região: é amarelada na Venezuela, cinza fosco amarelado no Panamá e muito distintamente rosa no Brasil.
Quando em repouso na escuridão, descansa a cabeça sobre o peito.
Os sexos são idênticos, porém os machos têm uma crista mais desenvolvida.
Os juvenis apresentam a coloração da asa marrom. Suas partes inferiores são brancos com uma tonalidade rosa pálido ou amarelo pálido. Eles têm uma crista menos proeminente do que os adultos. Segundo Dickerman, eles passam por seis tipos de plumagens intermediárias antes de adquirir sua plumagem final.

Subespécies

Possui cinco subespécies:

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se de crustáceos, insetos, vermes. Ao anoitecer desloca-se para as áreas de alimentação, geralmente em locais com cascalho, águas rasas de arrebentação ou lamaçais.

Pode se alimentar também de anuros. Quando a sua presa é muito grande, a mesma costuma colocar o alimento na água para aumentar a viscosidade e facilitar a ingestão do alimento.

Reprodução

Reproduz-se em colônias, construindo um ninho frágil de gravetos em manguezais. Põe de 1 a 3 ovos branco-azulados, às vezes com pontos avermelhados na extremidade mais larga. Período de incubação de 23 a 28 dias.

Hábitos

Habita manguezais, lagos salobres, brejos de água doce e rios florestados, sendo pouco avistado pelo fato de estar mais ativo durante a noite. Descansa durante o dia sobre as árvores, em grupos da mesma espécie. Uma ave solitária, que evita os seres humanos e a maioria das outras aves.

Distribuição Geográfica

Presente localmente em grande parte do Brasil, desde o Norte e Nordeste até o Estado do Paraná, bem como do México à Argentina.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos